Vivo procrastinando a criação de um novo blog, com novo layout, novos assuntos. Enquanto eu não crio coragem, vamos postando aqui mesmo.
Hoje eu vim porque a calma também veio. Tive uma amidalite (sic) bem brava que me obrigou a ficar longe de toda essa correria por uma semana. E, lá em Itajubá, tendo como única obrigação ir pro hospital duas vezes por dia pra tomar injeções e soro, acabei tendo tempo pra sossegar e repensar muito de tudo.
Era tudo o que eu precisava. Digo, ficar doente foi um porre, mas eu poderia dizer que adoecer fisicamente serviu para me recuperar emocionalmente.
Reaprendi que nem todo doce é bem-vindo e nem todo sinal. Que critérios voltam a ser necessários, que a tal serenidade é importante e que de vez em quando levar uma vida de gente bege pode ser bom.
O silêncio tem sido cada vez mais necessário e as negações também. Menos é mais, lembra, TC? Além disso, por mais que a gente goste de açúcar no nosso chá, é importante lembrar que tudo requer alguma responsabilidade - e se a gente não se compromete, sempre se fode no final.
Então tá. Vamos beber chá sem açúcar então. É bom pra acostumar o paladar. :)
domingo, 6 de dezembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Resumo
Cama. Frustração acadêmica. Táxi. Trabalho.
Risadas. Prazos. Lanche em vez de almoço.
Entra gente, sai gente, volta gente. Na vida.
Pensa que sim, pensa que não, fica em cima do muro, se dá mal.
Entra gente, sai gente, volta gente.
E tem gente que não sai e nem fica. Existe lá longe.
E nisso se faz um circo.
Risadas. Prazos. Lanche em vez de almoço.
Entra gente, sai gente, volta gente. Na vida.
Pensa que sim, pensa que não, fica em cima do muro, se dá mal.
Entra gente, sai gente, volta gente.
E tem gente que não sai e nem fica. Existe lá longe.
E nisso se faz um circo.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Apareci.
São 3:33 (make a wish!) da manhã e eu ainda não fui dormir. Detalhe: já estou virada da noite passada. Ou seja, duas noites sem saber o que é capotar. Tudo isso porque minha vida acadêmica não casa com o meu trabalho que não casa com o fato de eu não morar com meus pais (e conseqüentemente precisar ser uma dona de casa - relapsa, mas ainda assim dona de casa). Esse fato, por sua vez, não casa com meus outros projetos e com minha tentativa de ter uma vida social. E todas essas circunstâncias obviamente não casam com a minha mania de procrastinar tudo e com minha falta de organização pessoal.
Resumindo, tô ferrada. Mas tô feliz, apesar disso, porque gosto de tudo. Quer dizer, não gosto de deveres domésticos e tô detestando esse semestre na faculdade, mas o resto tá me deixando feliz. Eu gosto do meu trabalho, gosto dos meus colegas e chefes, tô super envolvida com meus futuros projetos e tô conhecendo gente foda que vem fazendo parte da minha vida.
É isso. Vim só dar esse sinal de vida e dizer que em breve isso vai ser um blog de verdade, com um layout decente e hospedagem no wordpress. It's gonna be legen - wait for it - dary. ;)
Resumindo, tô ferrada. Mas tô feliz, apesar disso, porque gosto de tudo. Quer dizer, não gosto de deveres domésticos e tô detestando esse semestre na faculdade, mas o resto tá me deixando feliz. Eu gosto do meu trabalho, gosto dos meus colegas e chefes, tô super envolvida com meus futuros projetos e tô conhecendo gente foda que vem fazendo parte da minha vida.
É isso. Vim só dar esse sinal de vida e dizer que em breve isso vai ser um blog de verdade, com um layout decente e hospedagem no wordpress. It's gonna be legen - wait for it - dary. ;)
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Na diagonal
Não marque nada pro dia 5 de setembro, sábado. Se você mora em São Paulo e região, precisa dar uma conferida no trabalho das bandas, ilustradores/designers, fotógrafos e artistas em geral que estarão expondo suas artes no projeto Na Diagonal, que esse ano acontece em São Caetano do Sul e conta com o apoio da prefeitura da cidade.
Eu vou participar expondo algumas fotos do meu portfolio junto com fotógrafos super talentosos, tipo a Nelly Moretzohn e o André Peniche. E também tem o Victor fazendo live painting das suas ilustrações fodas.
O evento acontece do meio-dia às 18h. Estarei discotecando enquanto um set bem caprichado enquanto as bandas não estiverem no palco.
A entrada é free, galera. Só chegar. Vou ficar bem feliz com a presença de vocês. :)
Mais informações: www.nadiagonal.com.br
Eu vou participar expondo algumas fotos do meu portfolio junto com fotógrafos super talentosos, tipo a Nelly Moretzohn e o André Peniche. E também tem o Victor fazendo live painting das suas ilustrações fodas.
O evento acontece do meio-dia às 18h. Estarei discotecando enquanto um set bem caprichado enquanto as bandas não estiverem no palco.
A entrada é free, galera. Só chegar. Vou ficar bem feliz com a presença de vocês. :)
Mais informações: www.nadiagonal.com.br
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Recado ao Paulo
Ei, Paulo. Como vai sua vida? Tá tudo bem aí do outro lado?
Já faz um tempo que eu queria te escrever.
Queria te dizer que se ele voltar, não me deixa saber não. Pode ser que eu fique aflita, ansiosa, pode ser que eu mande sinais, pode ser que eu hesite toda vez que passar por aquela agência dos correios. Eu sei que ele não vai voltar. Eu sei que a presença dele por aqui foi sazonal. Mas, caso ele volte, é só escondê-lo de mim que tá tudo bem.
Passei muito tempo pensando nele, torcendo para que ele estivesse vivo em algum lugar e estivesse bem. Mas foi tempo demais. Ainda penso nele, é verdade, mas creio que se ele aparecesse agora e pedisse um espaço na minha vida eu iria negar. Outras pessoas e coisas tomaram esse espaço, já.
Sabe que eu sempre lembro de várias coisas que passamos com ele? Eu prefiro lembrar dessas coisas sem você junto - não me leve a mal, mas é que você tentava atrapalhar, sempre na defensiva, sempre querendo aparecer mais que nós dois. Mas, sabe, eu nem posso te odiar por isso. Porque você foi o elo entre nós, sabe?
Olha, Paulo. Se ele aparecer de novo, cuida dele. E deixa ele viver. Não tenta tirar tudo dele como já fez um dia. Deixa ele ler Clarice. Deixa ele ler Caio. Deixa ele dormir muitas horas seguidas, acordar e ir tomar meio litro de café puro, ensinar a menina dele a fazer os sentimentos crescerem dentro dela. Como ele ensinou a mim, um dia.
Se ele perguntar por mim, diz que pensei muito nele. Que quando ele desapareceu, eu pensei em nunca mais te perdoar, mas que com o tempo as coisas ficam bem e eu tô quase perdoando. Diz pra ele que eu fiquei muito perdida quando quis uma mão pra segurar e ele não estava mais por lá, mas que algum tempo depois lembrei que tava tudo bem, que nessa vida a gente precisa saber se virar e se adaptar a qualquer situação. Mas se ele pensar em me procurar, diz que não. Porque eu quero ir por aí, correr leve como a água do rio.
PS: Hoje passei por aquele restaurante em que nós três sempre íamos, lembra? Toda santa semana. Deu uma saudade, uma saudade que não quis sentir porque parecia errado. Pensei em muita coisa depois disso. Sempre penso. Queria não pensar.
Vê se se cuida.
Alice.
Já faz um tempo que eu queria te escrever.
Queria te dizer que se ele voltar, não me deixa saber não. Pode ser que eu fique aflita, ansiosa, pode ser que eu mande sinais, pode ser que eu hesite toda vez que passar por aquela agência dos correios. Eu sei que ele não vai voltar. Eu sei que a presença dele por aqui foi sazonal. Mas, caso ele volte, é só escondê-lo de mim que tá tudo bem.
Passei muito tempo pensando nele, torcendo para que ele estivesse vivo em algum lugar e estivesse bem. Mas foi tempo demais. Ainda penso nele, é verdade, mas creio que se ele aparecesse agora e pedisse um espaço na minha vida eu iria negar. Outras pessoas e coisas tomaram esse espaço, já.
Sabe que eu sempre lembro de várias coisas que passamos com ele? Eu prefiro lembrar dessas coisas sem você junto - não me leve a mal, mas é que você tentava atrapalhar, sempre na defensiva, sempre querendo aparecer mais que nós dois. Mas, sabe, eu nem posso te odiar por isso. Porque você foi o elo entre nós, sabe?
Olha, Paulo. Se ele aparecer de novo, cuida dele. E deixa ele viver. Não tenta tirar tudo dele como já fez um dia. Deixa ele ler Clarice. Deixa ele ler Caio. Deixa ele dormir muitas horas seguidas, acordar e ir tomar meio litro de café puro, ensinar a menina dele a fazer os sentimentos crescerem dentro dela. Como ele ensinou a mim, um dia.
Se ele perguntar por mim, diz que pensei muito nele. Que quando ele desapareceu, eu pensei em nunca mais te perdoar, mas que com o tempo as coisas ficam bem e eu tô quase perdoando. Diz pra ele que eu fiquei muito perdida quando quis uma mão pra segurar e ele não estava mais por lá, mas que algum tempo depois lembrei que tava tudo bem, que nessa vida a gente precisa saber se virar e se adaptar a qualquer situação. Mas se ele pensar em me procurar, diz que não. Porque eu quero ir por aí, correr leve como a água do rio.
PS: Hoje passei por aquele restaurante em que nós três sempre íamos, lembra? Toda santa semana. Deu uma saudade, uma saudade que não quis sentir porque parecia errado. Pensei em muita coisa depois disso. Sempre penso. Queria não pensar.
Vê se se cuida.
Alice.
domingo, 23 de agosto de 2009
Red velvet art

O Red velvet art é, antes de tudo, um blog sobre arte. Não qualquer tipo de arte. Tudo de mais artesanal, handmade, alternativo, vintage, trendy, criativo e inspirador a gente encontra por lá.
Descobri assim, por acaso. E agora vai pro reader, não tem jeito.
O blog é escrito por três meninas donas de outros três blogs geniais.
Uma dica pra quem visitar o blog: não deixe de navegar pelos links. E pelos links dos links. E pelos links dos links dos links. Resumindo, perca horas nisso.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Meu antigo barraco e meu futuro Burj Dubai
*Esse texto é sobre algo bem particular da autora. Quase idiossincrático, eu diria. Porém, há sempre a possibilidade das pessoas se identificarem, graças à nossa querida e amada semiótica. E algumas pessoas vão entender perfeitamente, sem precisar procurar interpretações, pois elas sabem do que eu estou falando.
Eu tenho uma história.
Eu tenho uma história e sempre tive medo de perdê-la.
Lembro quando começou. Eu andava meio triste pelos cantos, tinha um quarto verde-limão e tinha um Greatest Hits da Britney Spears desde os 14 anos. Engraçado que já se passaram tantos anos, 4 quartos, vários discos... E eu continuo a mesma, apenas com alguns aprendizados e upgrades a mais. Alguns a menos também, pra ser bem sincera.
Eu queria escrever tudo isso em forma de conto, mas não queria que algo que diz respeito a coisas tão fortes pudesse ser interpretada como ficção. Talvez um dia eu escreva, pois já até imaginei mais ou menos como seria.
O fato é que às vezes a gente leva anos pra enxergar fatos como eles realmente são, e isso acontece mesmo com as pessoas mais esclarecidas - eu sempre me julguei esclarecida. Demorei pra ver que as coisas foram construídas em cima dos piores tijolos e blocos de cimento. Eu, que jurava ter construído o Burj Dubai da minha vida, construí na verdade um barraco todo remendado, cheio de paradigmas, frases e gestos infundados, incoerência e promessas não cumpridas. E não, isso não foi construído a duas mãos - foi fifty-fifty, por isso não me culpo. Minha intenção foi boa.
O engraçado é que dentro desse barraco tão mal estruturado que eu julgava ser um Burj Dubai realmente havia muita coisa boa. Posso citar algumas:
- Uma madrugada insone assistindo alguns videos, entre eles o Open your eyes do Snow Patrol (UK version);
- Inúmeros post its na parede do meu antigo quarto;
- Dois CDs com uma capa única, um deles com o nome de seus 'protagonistas';
- Aquela música de Juno que todo mundo conhece (Anyone else but you, do Moldy Peaches), desenhada em vários frames, no papel;
- Algumas idas pra casa (aka Itajubá);
- Risadas incontroláveis dos gritos dos heróis (aka Mel Gibson, Stalone e Van Damme) nos filmes de ação;
- Momentos realmente fodas. E pra ser foda, pra mim, não pode ser qualquer coisa.
E o processo de demolição do meu barraco foi bem difícil. Poxa, era um barraco, poderia ter sido um sobrado... Mas mesmo assim foi bem complicado.
O que estou fazendo, agora, é varrer os resquícios da demolição, pra deixar tudo limpo. E tô gostando do resultado.
Assim, num dia bem bonito, vou começar a construir o meu Burj Dubai. Porque agora, mais do que nunca, eu acredito que cada um pode construir o seu.
Eu tenho uma história.
Eu tenho uma história e sempre tive medo de perdê-la.
Lembro quando começou. Eu andava meio triste pelos cantos, tinha um quarto verde-limão e tinha um Greatest Hits da Britney Spears desde os 14 anos. Engraçado que já se passaram tantos anos, 4 quartos, vários discos... E eu continuo a mesma, apenas com alguns aprendizados e upgrades a mais. Alguns a menos também, pra ser bem sincera.
Eu queria escrever tudo isso em forma de conto, mas não queria que algo que diz respeito a coisas tão fortes pudesse ser interpretada como ficção. Talvez um dia eu escreva, pois já até imaginei mais ou menos como seria.
O fato é que às vezes a gente leva anos pra enxergar fatos como eles realmente são, e isso acontece mesmo com as pessoas mais esclarecidas - eu sempre me julguei esclarecida. Demorei pra ver que as coisas foram construídas em cima dos piores tijolos e blocos de cimento. Eu, que jurava ter construído o Burj Dubai da minha vida, construí na verdade um barraco todo remendado, cheio de paradigmas, frases e gestos infundados, incoerência e promessas não cumpridas. E não, isso não foi construído a duas mãos - foi fifty-fifty, por isso não me culpo. Minha intenção foi boa.
O engraçado é que dentro desse barraco tão mal estruturado que eu julgava ser um Burj Dubai realmente havia muita coisa boa. Posso citar algumas:
- Uma madrugada insone assistindo alguns videos, entre eles o Open your eyes do Snow Patrol (UK version);
- Inúmeros post its na parede do meu antigo quarto;
- Dois CDs com uma capa única, um deles com o nome de seus 'protagonistas';
- Aquela música de Juno que todo mundo conhece (Anyone else but you, do Moldy Peaches), desenhada em vários frames, no papel;
- Algumas idas pra casa (aka Itajubá);
- Risadas incontroláveis dos gritos dos heróis (aka Mel Gibson, Stalone e Van Damme) nos filmes de ação;
- Momentos realmente fodas. E pra ser foda, pra mim, não pode ser qualquer coisa.
E o processo de demolição do meu barraco foi bem difícil. Poxa, era um barraco, poderia ter sido um sobrado... Mas mesmo assim foi bem complicado.
O que estou fazendo, agora, é varrer os resquícios da demolição, pra deixar tudo limpo. E tô gostando do resultado.
Assim, num dia bem bonito, vou começar a construir o meu Burj Dubai. Porque agora, mais do que nunca, eu acredito que cada um pode construir o seu.
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